Klezmorim Curitiba

 

Melodias que ativam a mente, o corpo e a alma. Canções que remetem os ouvintes às épocas mais antigas da História. São estas as sensações que o público pode experimentar nos shows do Klezmorim – grupo criado recentemente em Curitiba com o objetivo de mostrar a diversidade cultural e alegria contagiante do Klezmer – gênero musical tão pouco conhecido no Brasil, mas que na verdade influencia vários estilos musicais em todo mundo.

A palavra Klezmer vem do hebraico e faz referência a um gênero musical não-litúrgico judaico da Idade Média. São canções de judeus do Leste Europeu, sendo que a língua é o iídiche (dialeto com base no alemão) que nem os próprios músicos dominavam. Definindo a si mesmo, a princípio o Klezmer designava apenas os instrumentos musicais sendo posteriormente estendido aos próprios músicos – estes vistos com pouco apreço, pois em geral não sabiam ler música e portanto, tocavam melodias de ouvido. Porém, essa definição um tanto vaga, não expressa essa música vinda de tão longe: longe no tempo e no espaço, que fascina e comove pessoas.

Uma verdadeira aula de História – judeus nômades do Leste Europeu absorveram a cultura local e com forte influência cigana, árabe, espanhola, grega, turca e de tantos outros povos, constituíram no Klezmer um sincretismo mágico, que funde em si estruturas melódica, rítmica e expressiva, trazendo, de diferentes áreas geográficas e culturais, uma música que mexe com a alma e incita a dançar!

É essa profunda pesquisa musical que o Klezmorim apresenta em seu repertório. Sua formação é bem característica do Klezmer – multi-instrumental: Marcelo Oliveira na clarineta; Levy de Castro na tuba; Ivan Wolkof na percussão; Marco Farracha na bateria; Lucio Lowen no violão; Rodrigo Oliveira no teclado; Hudsson Muller no sax e trumpete, e Julio Coelho no violino. Músicos com tantas e diferentes experiências, tanto na área de música erudita quanto popular, fazem do Klezmorim um riquíssimo trabalho de estudo deste gênero que exprime o sentimento de um povo: suas aflições, sua êxtase, sua existência, sua crença.

 

Parafraseando o Trovador medieval Miraval:
´”Quem não gosta de ouvir canções que se cuide com

a nossa companhia, pois tocamos
para alegrar nossos corações e de nossos companheiros”

 

 

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